Ler Joyland é realmente como se aventurar num perigoso brinquedo de parque: você terá momentos de medo e de diversão e, quando acabar, com certeza ficará com aquela nostalgia e aquele gostinho de quero mais.
Confesso que na primeira vez que tentei ler Joyland, não consegui prosseguir com a leitura. Talvez por estar com uma ressaca literária (culpa do livro "Um mais um, da Jojo Moyes"), mas o ritmo de Stephen King simplesmente não me prendeu. Eis que agora, meses depois, decidi dar uma segunda chance ao livro e posso dizer que esta foi a melhor decisão que eu poderia tomar.
Joyland conta a história de Devin Jones, um jovem que resolve passar as férias da faculdade trabalhando em um parque de diversões quase falido (Joyland). Quase ao mesmo tempo que suas férias começam, Devin tem seu coração partido pelo seu primeiro grande amor, o que lhe leva a focar de vez em seu trabalho, na tentativa de tirar Wendy da cabeça e do coração.
Logo nos primeiros dias do trabalho, Dev descobre que tem o que eles chamam de "alma de parque", pois aprende tudo muito rápido, faz amigos e é o melhor Howie do parque. (Howie é um personagem interpretado pelos novatos, que nos dias de apresentação colocavam uma roupa de cachorro e saiam dançando e fazendo performaces para alegrar as crianças).
Dev descobre também sobre a famosa lenda que cerca o trem fantasma do parque: anos antes, uma menina chamada Linda Gray teve sua garganta cortada pelo namorado enquanto brincavam no trem e o mesmo apenas trocou de roupa para não ser reconhecido e fugiu ileso, fazendo com que anos depois o espírito da moça ainda rondasse o local, clamando por justiça.
No início, Dev não acredita muito, mas se sente tocado pela história e passa a gastar seu tempo livre pesquisando sobre o assunto e tentando desvendar o mistério, não só para que o espírito de Linda possa descansar, mas também para que possa tirar sua amada Wendy do pensamento.
Logo em suas primeiras semanas, o rapaz também ouve da vidente local que ele conheceria duas crianças: uma menina com uma boneca e um menino com um cachorro. Dev não deu importância para a previsão, mas então os fatos começam a se comprovar e, nesse momento, a história fica ainda mais repleta de mistério, diversão e uma certa dose de melancolia.
Não há como falar mais sem dar spoilers, mas o que posso dizer é que Joyland me surpreendeu positivamente. Eu, que no início achei a história meio parada e sem nexo, me vi realmente comovida pelo final e, principalmente, encantada com os personagens, especialmente Devin, Mike, Anne, Erin e Eddy.
Nunca havia lido nada do King, apesar de ser super fã dos filmes baseados em seus livros. Sempre ponho os livros dele na lista de compras, mas acabam aparecendo outros na frente e eu fico procrastinando, dessa forma não tenho como comparar Joyland com outros livros do mestre.
O que posso dizer, é que trata-se de um livro que tem um pouquinho de tudo: suspense, aventura, mistério, drama, terror e diversão. É uma obra completa, incrível e com um final que se divide entre o surpreendente e o melancólico mas que, sobretudo, merece ser lido e apreciado!

Não sei se posso me considerar fã do Stephen King, mas aprecio muito suas obras. Legal a resenha, me tirou uma dúvida: se o livro é bom ou não. De cara, ao olhar a sinopse e a capa, pensei comigo mesmo: "Puts! vai ser outro livro genérico do King". Para quem não sabe, na mesma proporção que o Stephen King pode ser incrível, ele pode ser ruim (vide Zona Morta).
ResponderExcluirFiquei surpreso. Depois vou dar uma olhada no preço e se tiver de boa, comprarei. :P