Pretty Girl 13 é o tipo de livro que, enquanto você não chega à última página, não consegue soltar. Uma história impressionante, comovente e diferente de tudo que já li. Mas, acima de tudo, vale informar que trata-se de um livro muito forte, não recomendado para quem gosta de temas leves e alegres.
Dividida em três partes (você, nós, eu), esta incrível obra conta a história de Angie, começando quando a menina tinha treze anos e estava em um acampamento de escoteiro. Ela sai a procura de uma árvore para fazer suas necessidades em uma madrugada e nota que está sendo observada. Depois disso, desaparece completamente, sem que ninguém tenha notícias dela. Por três anos.
Então, quando todos achavam que ela havia morrido, Angie reaparece na porta de casa, com cicatrizes profundas, corpo de mulher e sem a mínima ideia do que aconteceu no tempo que esteve sumida. Para ela, haviam se passado apenas algumas horas do momento em que estava no acampamento, motivo pelo qual ela entra em choque ao se olhar no espelho e ver como está mudada, além da reação que todos apresentam ao ver que ela estava de volta.
Logo, começam as inúmeras perguntas sobre o que se passou e onde ela esteve, mas Angie não consegue se recordar de absolutamente nada. Sobretudo, se sente perdida e um pouco magoada com o fato de seus pais já parecem ter superado sua perda.
Angie começa então a fazer tratamento com uma psicóloga e é nesse momento que surge a parte dois (nós), que é a mais intrigante do livro, Apenas algumas consultas são suficientes para Angie descobrir que sofre de um Transtorno Dissociativo de Personalidade (TDI), também conhecido como "transtorno de personalidades múltiplas".
Afetando em torno de 7% da população mundial, esse transtorno surge como uma defesa do corpo para bloquear certos traumas ou lembranças dolorosas (especialmente se sofridos na infância). É como se sua mente criasse outra pessoa (chamada de alter), com outra personalidade, auto-imagem e percepção de mundo para viver um trama ou lembrança que seja insuportavelmente doloroso.
Quem sofre desse transtorno, possui dentro de si um ou mais alters capazes de lidar com seus medos e traumas e, no momento que isso está acontecendo, é como se outra pessoa assumisse o corpo daquela primeira que, posteriormente, não se lembrará de nada. Quando a situação de perigo ou medo passa, surge a incapacidade de recordar informações pessoais importantes do período, em uma extensão demasiadamente abrangente para ser explicada como um esquecimento normal, que foi o que aconteceu com Angie.
Então, ela precisa confrontar cada um dos seus alters (que são vários) e enfrentar os medos, traumas e mágoas que cada um deles sofreu, pois só assim terá chance de encontrar a si mesma e levar uma vida normal.
O ponto mais forte e impactante do livro é esse, motivo pelo qual alertei que Pretty Girl 13 não é recomendado para leitores muito sensíveis. Desvendando cada um de seus alters, Angie descobre muitas coisas sobre si mesma que jamais imaginou, coisas realmente dolorosas e crueis.
Pretty Girl 13 é narrado com clareza e objetividade, de forma que conseguimos sentir na pele a angústia e desespero vividos por cada Alter. É impossível ler esta obra sem "entrar na história", sentir a revolta, a dor, a sensação de impotência diante dos fatos. Surpreendente. chocante e impressionante é o mínimo que podemos usar para descrever este livro!

Ai meu Deus. Mentira que esse livro fala desse transtorno? A primeira vez que ouvi falar dele foi no livro "Conte-me seus sonhos" do Sidney Sheldon, e eu AMEI. Fiquei de cara quando em fim descobri todo. Eu definitivamente preciso desse livro.
ResponderExcluirEsse do Sidney ainda não li, mas sério, você PRECISA ler "Pretty Girl 13". Esse livro me impressionou a ponto de não conseguir dormir. O transtorno, os traumas que ocasionaram, TUDO! Tenho certeza que vais adorar! Depois passe aqui para contar o que achou! Beijão!
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