Jill era uma menina alegre, popular e muito apegada à seu pai, o
carismático Sr. Mac. Já com a mãe, o relacionamento nunca foi tão
afetuoso, tornando-se ainda mais frio quando Sr. Mac faleceu
subitamente. Ele era seu heroi, a pessoa que mais amava no mundo e sua
base. Ao perdê-lo, Jill se retraiu em um doloroso luto, afastando-se
completamente de seus amigos, de seu namorado Dylan e, principalmente,
de si mesma.
Dez meses se passaram e ainda assim Jill não consegue se encontrar. Ela sente a dor de sua perda cada vez mais forte e evita falar no assunto, comportando-se muitas vezes de forma grosseira apenas para mascarar seus reais sentimentos. A situação agrava-se ainda mais quando sua mãe decide adotar um bebê. Jill sente como se a mãe, Robin, estivesse tentando substituir o seu pai por outro membro da família.
Nesse momento, surge Mandy, a mãe do bebê que será adotado. As duas se conhecem em um site e decidem que ela ficará na casa de Robin até a criança nascer e depois disso doará o bebê à Robin, pois não se sente em condições de criá-lo. Mandy, por sua vez, se assemelha com Jill pelo jeito solitário e perdido.
A menina, grávida aos dezoito anos e completamente sozinha, foi rejeitada pelo próprio pai quando ainda era criança, sendo criada por uma mãe volúvel, promíscua e cruel, que nunca escondeu o fato de não querer ter engravidado. Por esse motivo, Mandy resolve doar seu bebê, pois quer que a criança tenha a chance de ter um lar de verdade, repleto de amor e com uma boa família.
Quando as vidas de Jill e Mandy se cruzam, ambas começam a aprender muito uma com a outra, ainda que no início Jill rejeite a ideia de ter Mandy em sua casa, principalmente pela forma retraída e misteriosa que a garota as vezes se comporta.
O livro alterna entre um capítulo narrado por Jill e outro por Mandy, explanando de forma clara e muito realista os sentimentos mais íntimos das duas. Apesar de muito diferentes, elas tem muito em comum e a autora soube narrar maravilhosamente bem os receios, pensamentos e emoções de duas personagens fortes e muito bem construídas.
“Como salvar uma vida” é repleto de personagens cativantes, daqueles que você tem vontade de arrancar do livro e abraçar. O livro se desenrola de forma contínua, suave e prazerosa, revelando fatos passados que explicam as presentes atitudes de cada personagem.
É uma leitura fácil, agradável e super recomendada para aqueles que gostam de histórias profundamente sentimentais, com personagens bem trabalhados e uma trama envolvente. Este livro me chamou intuitivamente a atenção desde a primeira vez que o vi e, apesar de nunca ter ouvido falar do mesmo até então, comprei para conhecê-lo. Superou tanto minhas expectativas, que em três dias já havia lido todo!

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