Não é apenas uma ficção científica fantasiosa,
mas uma grande obra que nos faz pensar o que faríamos se pudéssemos
realizar todos nossos impulsos (racionais ou não) sem necessariamente
ter que arcar com as consequências.
A história se passa na
terceira pessoa e conta a história de um médico integro e respeitado
pela sociedade, o famoso Henry Jekyll, de seu empregado sinistro,
macabro e extremamente cruel, Edward Hyde e o melhor amigo de Jekyll, o
advogado Utterson.
Seu ponto de partida é quando o
misterioso Mr. Hyde começa a cometer crimes desumanos e grotescos,
sendo, assim mesmo, protegido por Dr. Jekyll, o melhor e mais digno
médico da cidade. Isso desperta o interesse de Utterson, que fica ainda
mais intrigado quando Jekyll lhe entrega um testamento passando todos os
seus bens à Mr. Hyde caso ele morresse ou desaparecesse. Estaria Henry
Jekyll sofrendo algum tipo de chantagem? Porque o tão benevolente médico
protegeria alguém que parece ter apenas o mal dentro de si?
O
médico e o monstro fala, sobretudo, sobre a dualidade de personalidades
que cada um tem. A questão principal do livro é a seguinte: todos nós
temos dentro de cada um o bem e o mal, sendo que um sempre se sobrepõe
ao outro. E se pudéssemos separar estes dois lados, fazendo de cada um
uma pessoa diferente… Como cada um deles se manifestaria?
É
o tipo de livro que faz seus leitores se questionarem a respeito do
caráter de cada ser humano e, principalmente, sobre as graves
consequências que podemos ter ao agir por impulso. Reflete sobre os
ímpetos e desejos ocultos que cada pessoa possui dentro de si e sobre
como agiríamos se manifestá-los não tivesse nenhum outro resultado que
não fosse a satisfação de nossas vontades.
Surpreendente, intrigante e extremamente verdadeiro quando se refere aos pensamentos e sentimentos que se escondem atrás da conduta de cada um.
Surpreendente, intrigante e extremamente verdadeiro quando se refere aos pensamentos e sentimentos que se escondem atrás da conduta de cada um.

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